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Um incêndio foi registrado nesta quinta-feira (2) dentro do Cemitério Dom Bosco, em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. O fogo começou no final da tarde e atingiu o local onde ficam as velas acesas pelos visitantes do espaço gerido pela prefeitura.

Vista de satélite do Cemitério Dom Bosco
Segundo a Secretaria de Serviços Públicos, o fogo foi apagado pelos próprios funcionários do cemitério. Os Bombeiros chegaram no local quando a situação já estava controlada e realizaram o resfriamento da área. Ainda segundo a Secretaria, as velas acesas causaram o incêndio e ninguém ficou ferido.

 

Um incidente em um cemitério localizado no agreste de Pernambuco poderia passar despercebido e sem grandes implicações, mas algumas pessoas começaram a "ver" fantasmas e seres demoníacos em fotos e filmagens do incêndio.


Em se tratando de um cemitério algumas pessoas começaram a levantar infinitas teorias e possibilidades, mas tudo pode não passar de pareidolia. 

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Pareidolia: A pareidolia é um fenômeno psicológico que envolve um estímulo vago e aleatório, geralmente uma imagem ou som, sendo percebido como algo distinto e com significado. É comum ver imagens que parecem ter significado em nuvens, montanhas, solos rochosos, florestas, líquidos, janelas embaçadas e outros tantos objetos e lugares. Ela também acontece com sons, sendo comum em músicas tocadas ao contrário, como se dissessem algo.

Crédito(s): Assombrado - G1 - Google


Hoje em dia, gravar sons ao contrário é um processo fácil, mas, antes da era digital, muitas bandas e artistas utilizavam uma técnica chamada de “backmasking”, que pode ser feita de duas maneiras: a primeira consiste em gravar sons enquanto a fita corre ao contrário e depois adicioná-la a alguma faixa do disco que corre na direção normal.

O segundo método é uma inversão fonética, que pode ser feita por meio da gravação de certos fonemas que não parecem fazer sentido, mas que conseguimos entender quando os ouvimos ao contrário.

Como isso é um processo planejado, as pessoas sempre criaram especulações e alimentaram teorias da conspiração, principalmente a de que bandas de rock eram satanistas, encontrando mensagens até mesmo em músicas que não passaram pelo processo de backmasking.

Recentemente, artistas como Justin Bieber, RBD, High School Musical e até Barney (sim, o roxo) foram acusados de esconder mensagens malignas ao contrário. Abaixo veremos alguns casos:

1) Hotel California (Eagles)


Uma das músicas mais famosas da banda de rock Eagles, Hotel California gerou muita repercussão quando foi lançada e o público começou a questionar sua letra, que não é tão clara. Muitas lendas foram surgindo, como as de que a música se referia a um sanatório — chamado Camarillo State Mental Hospital, que realmente existiu entre 1936 e 1997 — ou até mesmo de que ilustrava o efeito do uso de cocaína.

Alguns trechos da música, como “tentar matar a besta” e “nós não temos este espírito aqui desde 1969”, serviram para acusar a banda de ser discípula de LaVey, fundador da Igreja de Satã. Don Henley, vocalista e baterista da banda, desmentiu tudo, mas quando escutamos a música ao contrário, conseguimos ouvir aos 3:30 minutos algo que parece com “Satan hears this, he had me believe” (Satã ouve isso, ele me fez acreditar).

2, 3 e 4) I’m So Tired, A Day In The Life e Revolution #9 (Beatles)




Quando o rumor de que Paul McCartney havia morrido explodiu em 1969, os fãs começaram a procurar todo tipo de evidência para provar que a teoria era verdadeira: analisaram fotos dele antes e depois da suposta morte e procuraram detalhes específicos em álbuns e músicas lançadas.

O que mais chamou atenção foram as mensagens deixadas nas músicas quando tocadas ao contrário — Lennon já havia feito isso em “Rain”, colocando a primeira frase da música ao contrário no final da mesma música.

Tanto no final de “I’m So Tired” quanto no de “A Day in the Life”, ouvimos algumas palavras sendo balbuciadas de maneira incompreensível. Quando tocadas ao contrário, elas parecem “Paul is dead, man, miss him, miss him, miss him” (Paul morreu, cara, sinto falta dele, sinto falta dele, sinto falta dele) e “Paul will be back as Superman” (Paul voltará como Super-Homem).

Já em “Revolution #9”, quando o trecho “number nine” é repetido ao contrário, podemos ouvir “turn me on, dead man”. Essa frase pode significar três coisas: “me excite, homem morto”, “me transformar em um homem morto” e “me ligue, homem morto”. Não se sabe qual o sentido real dela.

5) Hell Awaits (Slayer)


A música “Hell Awaits”, do álbum de mesmo nome, foi lançada pelo Slayer em 1985 e, como o resto do álbum, traz temas relacionados ao inferno. Logo na introdução, ouvimos vários ruídos perturbadores que parecem vozes gritando. Quando tocada ao contrário, ouvimos as mesmas vozes gritando a frase “join us” (junte-se a nós).

6) Eldorado (Electric Light Orchestra)


7) Stairway to Heaven (Led Zeppelin)


Um dos casos mais famosos de suposto backmasking é o de “Stairway to Heaven”. Na época em que foi lançada, o rock não era tão bem visto e já haviam rumores sobre a banda ter vendido a alma em troca de sucesso.

Ao ouvirmos a música no sentido normal, temos o trecho “If there’s a bustle in your hedgerow/Don’t be alarmed now/It’s just a spring clean for the May queen” (Se há um alvoroço em sua horta/Não fique assustada/É apenas uma limpeza de primavera/para a Rainha de Maio). Mas, ao ouvirmos o mesmo trecho ao contrário, conseguimos ouvir a frase “Oh, here’s to my sweet Satan, the one whose little path would make me sad” (Oh, aqui está para meu doce Satanás, aquele cujo caminho me deixará triste). O mais interessante é que a frase é longa e clara de ouvir, por mais que a banda tenha negado tudo.


O governo gasta uma fortuna com uma campanha veiculada em todas as mídias, campanha esta que deve ter custado alguns milhões, aonde o cidadão é obrigado a fazer um recadastramento biométrico, pois as próximas eleições terão o uso da biometria do eleitor.


Eu agendei meu recadastramento pelo site, conforme informado na campanha. Agendaram para hoje, 03/11/2017 às 18:40, quando chego lá, simplesmente está fechado o posto do TRE e, talvez, volte a funcionar na segunda-feira.


Ou seja, o governo nos obriga a votar, pois é de interesse que essa classe política se perpetue no poder e com seus jogos de interesse financeiro; cria o recadastramento biométrico, afinal o gado precisa ser reconhecido e acompanhado, além de gastar nosso dinheiro em uma campanha milionária - com certeza com vários extras para alguns - mas, quando a gente vai lá cumprir nossa tarefa, simplesmente fazem o que sempre fazem: "cagam e andam" pro contribuinte. Além disso, pedem nosso email e telefone para que possam entrar em contato e não entram pra informar se vai funcionar ou não.

1. Grande Buraco Azul, em Belize
Localizado a cerca de 80 km da costa de Belize, na América Central, este imenso buraco é, na verdade, uma caverna que se formou há dezenas de milhares de anos e que foi, posteriormente, inundada pelas águas do mar do Caribe. Com aproximadamente 300 metros de diâmetro e 125 metros de profundidade, ela abriga diversas espécies de animais marinhos, tais como arraias, peixes-papagaios e peixes-borboletas.


2. Huacachina, no Peru
Parece uma miragem, mas é a mais pura verdade: trata-se de Huacachina, localidade no sul do Peru que cresceu ao redor de um lago e hoje é o lar de pouco mais de 100 habitantes. Na década de 1940, o lugar atraía pessoas de todo o país que acreditavam no poder curativo das águas do seu lago e, mais recentemente, nos anos 1990, a cidadezinha virou destino obrigatório dos praticantes de sandboard, uma espécie de surfe na areia.


3. Túnel do Amor, na Ucrânia
Um caminho de 3 km, coberto por uma densa vegetação, faz desta ferrovia na Ucrânia um dos cenários mais românticos do Velho Continente. Este cartão-postal inspirador fica na cidade de Klevan, a 350 km da capital do país, Kiev, e, mesmo durante o gélido inverno da região, seu ar poético se mantém conservado. 


4. Praia Escondida, no México
Esta praia fica em uma das ilhas do arquipélago mexicano de Marietas, localizado perto de Puerto Vallarta, cidade costeira banhada pelo oceano Pacífico. Cercado por terra por todos os lados, este paraíso, também conhecido como “Praia do Amor”, pode ser acessado com embarcações, a nado ou por meio de uma trilha que leva até a cratera que revela seu esconderijo.


5. Cratera vulcânica Dallol, na Etiópia
O que parece ser a superfície de um planeta hostil ao surgimento da vida, na verdade, é uma paisagem que fica aqui na Terra, mais especificamente na Etiópia, no nordeste da África. Trata-se da cratera do vulcão Dallol, que, após a sua última erupção em 1926, foi coberto de ácido. Essa paisagem surreal é composta por montanhas de enxofre e sal, gêiseres de gases tóxicos e piscinas ácidas multicoloridas.


6. Fly Ranch Geyser, nos Estados Unidos
Em 1916, a perfuração malsucedida de um poço no estado americano de Nevada criou, inesperadamente, esta paisagem de outro mundo. O gêiser — espécie de vulcão que expele água — começou a liberar o líquido quente e repleto de minerais apenas na década de 1960, e, de lá para cá, o resultado foi esta montanha colorida que dispara jatos de água quente a mais de 5 metros de altura. 


7. Lago Natron, na Tanzânia
Localizado no leste da África, este lago tem suas águas avermelhadas devido ao elevado número de cianobactérias que nele se desenvolvem. O vermelho mais vívido é encontrado nas regiões mais profundas e os tons alaranjados, nas áreas mais próximas da superfície.


8. Zao Onsen, no Japão
As nevascas no Japão são tão intensas que deixam a paisagem assim, branquinha, como se fosse um deserto de neve. Este visual de tirar o fôlego é responsável por fazer esta região ser um dos destinos de inverno mais badalados do país.


9. Vulcão White Island, na Nova Zelândia
Este vulcão, localizado a quase 50 km da costa da Nova Zelândia, é um dos poucos do planeta em que se pode entrar na cratera. Isso acontece porque parte da sua borda desmoronou durante uma erupção, deixando a estrutura geológica no mesmo nível que o mar. Em seu interior, um lago de enxofre exala um cheiro nada agradável — o que torna indispensável o uso de máscaras de oxigênio quando se visita o lugar. 


Fonte(s): Megacurioso

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Sabia que Chiquinha já apareceu grávida em "Chaves"? Calma, não era a filha de Seu Madruga que estava esperando um bebê, e sim sua intérprete, Maria Antonieta de las Nieves. A atriz mexicana gravou a série até prestes a dar à luz, e sua barriga avantajada chamou a atenção do público.

Detalhe da barriga de Maria Antonieta no seriado Chaves
Maria Antonieta bem que tentou disfarçar a gravidez usando um vestido mais largo, mas em alguns episódios a gestação é visível. A solução foi usar a barriga em cena. Na versão inédita da história no Brasil, em que Chaves mata insetos com gasolina, gravada em agosto de 1973, Chiquinha fingiu estar gorda por comer demais, porém dentro da barriga havia seu primeiro filho.



"O último programa que fiz grávida foi um em que eu comia sozinha um enorme bolo que a Bruxa do 71 havia preparado para meu papai, Seu Madruga. A última imagem foi fechada em minha barriga, que era de oito meses de gestação. Claro, supunha-se que a barriga tinha se formado por eu ter comido todo o bolo", conta a atriz em sua autobiografia, "Había una Vez una Niña en una Vecindad" ("Era uma Vez uma Garota em uma Vila", em tradução livre), lançada em 2015.

Chiquinha chega a acariciar a barriga no final do episódio. Em seu livro, a comediante explica que o bebê não parava de se mexer durante a gravação.

"Quando o diretor deu o sinal para começar a gravar, meu filho Gabriel, embora em meu ventre, fez sua estreia televisiva, e começou a se mover com tanta força que jurei que havia notado a câmera", brinca.

Antonieta disfarçava a gravidez com vestidos largos.
Maria Antonieta também tentou disfarçar a gestação usando um vestido mais largo, confeccionado pela mãe dela, Deifilia, que não chegou a conhecer o neto. A atriz atendeu a um desejo dela e engravidou em janeiro de 1973, mas a futura avó morreu em abril, vítima de câncer.

"Minha mãe não cabia de felicidade, imediatamente me fez outro vestido para Chiquinha, mas agora de maternidade, branco com listras laranjas e um bolso de bolinhas vermelhas. Além disso, fez uma crinolina com um buraco na 'pança' e um tecido abaixo do ventre que dissimulava a gravidez e me tornava uma gordinha", conta Maria Antonieta de las Nieves no livro.


Saída de "Chaves"

Primeiro filho de Maria Antonieta de las Nieves, Gabriel nasceu em 30 de setembro de 1973. Mas a atriz não voltou para a série. Ela recebeu uma proposta para apresentar um programa sozinha, "Pampa Pipiltzin".

"Honestamente, me custou muito trabalho decidir deixar Chespirito, mas, se com ele eu ganhava 100 pesos por semana, no canal 13 eu ganharia 200 pesos por programa, ou seja, 1.000 pesos por semana", justifica a atriz em sua autobiografia.

A intérprete de Chiquinha reuniu o elenco de "Chaves" em sua casa e serviu um jantar de despedida. "Chespirito lamentou minha decisão, mas também entendeu minha situação e deu a entender que poderia regressar ao programa quando quisesse, porque ninguém ocuparia meu lugar", recorda.

Dito e feito. Em 1975, Maria Antonieta retornou a "Chaves" no episódio clássico, repetido exaustivamente pelo SBT, em que Chiquinha volta à vila após passar uma temporada morando com as tias em Presidente Prudente (cidade no interior de São Paulo), como traduziu a dublagem brasileira.

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Michael Jackson está no topo da lista de Halloween da Forbes, que elenca as 13 celebridades falecidas que mais arrecadaram dinheiro no último ano.

O cantor, que faleceu em 2009, fez 75 milhões de dólares no último ano, fortuna que originou de diferentes fontes: um novo álbum de greatest hits, um espetáculo do Cirque du Soleil em Las Vegas e uma parte das ações da gravadora EMI. Este ano marca o quinto seguido em que Jackson encabeça a lista. 

Outros dois músicos estão entre os top 5 da lista da Forbes: Elvis Presley em quarto lugar com 35 milhões, e Bob Marley em quinto, com 23 milhões. 

Em segundo lugar na lista ficou o jogador de golfe Arnold Palmer e, em terceiro, o criador do Peanuts, Charles Schulz. 

Setealem: universo paralelo sombrio, lenda ou seria o próprio Inferno?


Setealem. O que tem por trás desse nome que vem sendo tão difundido em redes sociais e plataformas de vídeos?

Farsa, histeria, sonho ou a concreta e definitiva prova de que universos paralelos não só existem, como se entrelaçam com nosso próprio universo? Será que nós não somos os “invertidos” e “eles” – desse mundo sombrio e infernal – não seriam os corretos e reais ocupantes do universo certo?


Tudo começou lá atrás, com um sujeito chamado Luciano Milici e seu relato sobre uma viagem de ônibus que tomou contornos estranhos e dali ecoou o nome que passou a ser corriqueiro em vários e vários relatos, Setealem. 

À partir de uma comunidade no Orkut – de onde não se tem provas concretas de que realmente existiu, uma vez que o Orkut foi encerrado em 2014 – começaram a surgir diversos relatos que se aprofundavam e dava contornos cada vez mais sombrios a experiência de Luciano. O tema “setealem” foi expandido e cada vez mais pessoas dizem ter, em algum momento, seja em sonho ou em realidade, adentrado nos domínios desse mundo bizarro, doentio, desorganizado e que parece ser o próprio inferno.


Setealem é um universo paralelo, ou seria o próprio local aonde os espíritos vão após a morte, local este presente em várias religiões e doutrinas espirituais. Ninguém sabe, mas se tem uma certeza: cada vez mais se torna uma dessas fontes inesgotáveis e prazerosas de histórias inacreditáveis que se propagam pela rede.

Como é Setealem?
Quem diz ter tido contato ou adentrado nesse mundo sombrio, relata que se trata de um local de atmosfera pesada, muito parecida com a Terra, mas com diferenças sutis, mas significativas, tais como: ausência de veículos, época antiga, construções em precárias situações de conservação e pessoas estranhas e por vezes demoníacas. 


Em Setealem, costuma-se vivenciar uma vida aparentemente normal para aqueles que ali habitam, mas muito incômoda para as pessoas “normais” que ali, de alguma maneira, adentram.

Parece que os habitantes de Setealem sentem-se incomodados com os visitantes externos, desse mundo “normal” – coloco normal entre parênteses, pois o que seria normal senão apenas o que se encontra estabelecido e embutido em cada um de nós?


Assim como as pessoas entram, elas saem desse mundo estranho e bizarramente semelhante ao nosso, mas com diferenças substanciais que parecem incomodar a alma de quem se perde nesse universo.
Abaixo, reproduzo o primeiro relato conhecido, o do Luciano Milici.

Luciano Milici
1994. Eu estava no segundo ano da faculdade. Tinha dezenove anos e lamentava o fato de que só poderia cursar o período noturno a partir do próximo ano. Os dois primeiros anos eram obrigatoriamente matutinos, o que dificultava a busca por empregos ou estágios. Até então, minha experiência se resumia a um longo período como gerente de uma vídeo-locadora, que era como se chamava o Netflix da época.

Mesmo morando longe da faculdade, eu adorava o caminho de volta. Os longos trechos à pé até chegar no ponto de ônibus para, em seguida, tomar o Metrô me permitiam observar como as pessoas eram diferentes em seus trajes, gestos e falas. Tudo aquilo era subsídio para novas histórias que eu, diariamente, escrevia. Também aproveitava o caminho para ler.

Normalmente, caminhava até lá para tomar um ônibus, qualquer ônibus – o primeiro que passasse – pois todos levavam para um ponto da avenida onde eu facilmente acessaria o Metrô. Não importava o nome, o número ou a cor do ônibus, todos obrigatoriamente iam até o fim da avenida, para então, seguirem seus itinerários. Isso era bom, porque eu não me demorava mais que dois minutos no ponto.

Naquela tarde quente de outubro, após uma exaustiva aula de Mercadologia, segui meu caminho costumeiro até uma grande e famosa avenida há alguns minutos do campus. Cheguei no ponto e coloquei um CD, acho que do Nação Zumbi, no discman. A pilha estava acabando e a voz do Chico Science parecia demoníaca. Um ônibus chegou e parou. Entrei e substituí o discman por um livro.

Em média, o trajeto demorava de vinte e cinco a trinta minutos por causa do trânsito e, quando eu tinha sorte de encontrar um banco vazio, lia várias páginas. Naquele dia, nem quinze minutos se passaram e senti a mulher ao meu lado, no banco, me cutucar. Parei de ler e olhei para ela.

- Você não vai para Setealém, vai? – ela perguntou.

Apertei os olhos, tentando entender o que ela havia dito. Teria sido Santarém?

Ela insistiu:

- Esse ônibus vai para Setealém. É melhor você descer.

Sorri para ela. O nome “Setealém” havia ficado claro, mas o conselho não fazia sentido. Olhei para os lados e todos, absolutamente todos do ônibus estavam me olhando. Uma outra mulher, em pé, um pouco mais à frente, falou:

- É, vai...desce, moço.

Próximo a ela, um rapaz com uma pasta na mão acenou positivamente com a cabeça e foi mais incisivo:

- Desce aí!

Antes que eu perguntasse o que estava acontecendo, o cobrador – que também me olhava, com o maço de notas na mão – gritou para o motorista:

- Vai desceeeeer!

O ônibus parou na hora. Ali não era um exatamente um ponto, mas eu não liguei. Levantei-me rapidamente do banco e fui em direção à porta aberta. As pessoas no corredor abriram caminho acompanhando-me com o olhar.

Desci.

Confesso que, na hora, dezenas de pensamentos me ocorreram. Seria um ônibus particular? Não. Havia um cobrador, afinal de contas. Teriam me confundido com alguém? Talvez. Assim que pisei no asfalto, o ônibus retomou o caminho, até que, estranhamente, virou à direita em uma ladeira de paralelepípedos. Um trajeto incomum.

Aquele nome "Setealém" nunca mais saiu da minha mente. Seria um bairro? Uma cidade? Perguntei aos meus conhecidos e até olhei no Guia de Ruas, uma espécie de Waze do século passado, onde seu dedo indicador fazia o papel do carrinho. Ninguém nunca reconheceu esse nome nas proximidades ou até em outro lugar do mundo.

Sei que, dias depois, passei a sonhar com Setealém e, desde então, pelo menos uma vez por mês me vejo em suas estranhas ruas, durante o sono.


Em 1993, começou a funcionar no Alasca (Estados Unidos) o HAARP, um projeto de estudos sobre a ionosfera terrestre. O HAARP, que significa “Programa de Investigação de Aurora Ativa de Alta Frequência”, visa a compreender melhor o funcionamento das transmissões de ondas de rádio na faixa da ionosfera, parte superior da atmosfera.

Segundo relatos oficiais, o projeto tem como objetivo principal ampliar o conhecimento obtido até hoje, sobre as propriedades físicas e elétricas da ionosfera terrestre. Com isso, seria possível melhorar o funcionamento de vários sistemas de comunicação e navegação, tanto civis quanto militares (o que gera desconfiança em grande parte dos conhecedores do HAARP).

Para realizar estes estudos, as antenas de alta frequência do HAARP enviam ondas para a ionosfera visando a aquecê-la. Assim são estudados os efeitos das mais diversas interações de temperaturas e condições de pressão.


Por que no Alasca?
A criação das instalações foi possível graças a uma parceria entre a Força Aérea Americana, A Marinha dos Estados Unidos e também da Universidade do Alasca. Esta última foi escolhida a dedo, graças à localização: a ionosfera sobre o Alasca é pouco estável, o que garante uma maior gama de condições para os estudos.
Outro fator que pendeu para que os pesquisadores escolhessem o Alasca é a ausência de grandes cidades nas proximidades. Assim, não há ruídos na captura de imagens e sinais, pois os sensores ficam localizados ao alto de algumas montanhas.  Também há informações de que este local sofreria o menor impacto ambiental entre as áreas candidatas a receber o HAARP.

Ionosfera: íons e mais íons
Esta faixa recebe este nome porque é bastante ionizada, ou seja, perde e ganha elétrons com facilidade, o que a deixa em constante carregamento elétrico. O grande agente ionizador da ionosfera é o sol, que irradia muita carga na direção da Terra, mas meteoritos e raios cósmicos também influenciam bastante na presença dos íons.


A densidade dos íons livres é variável e apresenta alterações de acordo com vários padrões temporais, hora do dia e estação do ano são os principais pontos de variação da ionosfera. Outro fenômeno interessante acontece a cada 11 anos, quando a densidade dos elétrons e a composição da ionosfera mudam drasticamente e acabam bloqueando qualquer comunicação em alta frequência.

Reflexão ionosférica
Há frequências de ondas que são, quase, completamente refletidas pela ionosfera quando aquecida pelas antenas HAARP. Os pesquisadores do HAARP pretendem provar que essa reflexão pode ser utilizada como um satélite para enviar informações entre localidades, facilitando as comunicações e também a navegação, melhorando os dispositivos GPS utilizados atualmente.

O problema é que ainda não se conhecem as reais propriedades da reflexão ionosférica. Além disso, há o fato de as propriedades da ionosfera se modificarem durante a noite, por exemplo, quando a altitude dela aumenta e as densidades ficam mais baixas. Essas variações tornam difícil uma padronização para o envio de ondas, independente do comprimento delas.

HAARP: um novo modo de estudo
Há várias formas de estudo das faixas da atmosfera terrestre. Para as camadas mais baixas, até mesmo balões podem ser utilizados para capturar dados sobre diferenças nas condições naturais. A camada de ozônio, por exemplo, é verificada com balões meteorológicos que realizam medições das taxas de radiação que ultrapassam pela atmosfera.


Por ficar muito mais acima, balões meteorológicos e satélites não podem ser utilizados para realizar medições e análises sobre a ionosfera. Por isso o HAARP é tão importante, já que utiliza a maneira mais eficiente de contatar o setor: antenas de emissão de ondas de frequência altíssima.

Os resultados são utilizados para entender como o sol influencia no sinal de rádio em diversas faixas de frequência. Utiliza-se também um “Aquecedor Ionosférico”, conhecido como “Instrumento de Investigação Ionosférica”, ele transmite frequências altas para modificar a ionosfera e entender os processos produzidos em sua composição.


As antenas do Instrumento de Investigação emitem sinais para altitudes entre 100 e 350 Km. Outros aparelhos do mesmo projeto são responsáveis pela recepção dos sinais, interpretando-os e permitindo a criação de relatórios sobre a dinâmica do plasma ionosférico e também sobre a interação entre o planeta e o sol.

Aquecendo a ionosfera: riscos?
O HAARP não é o único aquecedor ionosférico do planeta. Há também um localizado na Noruega e outro na Rússia. Todos eles realizam o mesmo processo: utilizam antenas de alta frequência para aquecer a ionosfera e criar uma aurora artificial.


Essa aurora artificial é muito aquecida, o que pode gerar elevação nas temperaturas em determinadas localidades do planeta. Em uma espécie de efeito estufa ionosférico, locais abaixo da ionosfera atingida pelas antenas do HAARP podem ter suas temperaturas elevadas em alguns graus centígrados.

O outro lado da moeda: as conspirações
Assim como boa parte de tudo o que é produzido sob tutela de alguma das forças armadas norte-americanas, o HAARP também gera uma série de desconfianças por parte das mentes mais conspiratórias. Ameaça global ou apenas melhorias nas tecnologias de comunicação? Confira as teorias de conspiração que envolvem este projeto.

Arma geofísica: a denúncia russa
E nem todas estas teorias surgem de movimentos independentes. A prova disso aconteceu em 2002, quando o parlamento russo apresentou ao então presidente Vladimir Putin documentos que afirmavam veementemente que os Estados Unidos estariam produzindo um novo aparelho, capaz de interferir em todo o planeta, a partir de pontos isolados.


O relatório dizia que o HAARP seria uma nova transição na indústria bélica, que já passou pelas fases de armas brancas, armas de fogo, armas nucleareas, armas biológicas e chegaria então ao patamar de armas geofísicas. Segundo estas teorias, seria possível controlar placas tectônicas, temperatura atmosférica e até mesmo o nível de radiação que passa pela camada de ozônio.

Todas estas possibilidades podem gerar uma série de problemas para as populações atingidas. Atingindo países inteiros, desastres naturais podem minar economias, dizimar concentrações populacionais e gerar instabilidade e insegurança em toda a Terra.

Terremoto no Haiti
Quais seriam os efeitos dos controles de frequência sobre as placas tectônicas? Segundo a imprensa venezuelana a resposta é: terremoto. O jornal “Vive” afirma que teve acesso a documentos que comprovam a utilização do HAARP para manipular a geofísica caribenha e ocasionar os terremotos do Haiti, que causaram a morte de mais de 100 mil pessoas.


Caso esteja se perguntando os motivos para a escolha de um país tão pobre, as teorias conspiratórias também possuem a resposta para esta pergunta. Os Estados Unidos precisavam de um local para testar o potencial de sua nova arma. Os testes oceânicos não davam informações suficientes e atacar os inimigos no oriente médio seria suicídio comercial.

Afinal de contas, terremotos poderiam destruir poços de petróleo muito valiosos. Assim, o governo norte-americano viu no Haiti, um país já devastado, o perfeito alvo para seus testes. Sem potencial econômico e sem possuir desavenças com outros países, dificilmente haveria uma crise diplomática com a destruição do Haiti.

Bloqueio militar
Outra teoria bastante defendida diz que os Estados Unidos poderiam causar um completo bloqueio militar a todas as outras nações do mundo. Causando interferências nas ondas habituais, impedindo que qualquer frequência seja refletida pela atmosfera e até mesmo que dispositivos de localização possam ser utilizados.

Para isso, a defesa norte-americana só precisaria aquecer a ionosfera com seus aquecedores HAARP. Com a potencia correta, todo o planeta ficaria em uma completa escuridão geográfica. Então, apenas quem possui o controle do aquecedor ionosférico poderia ter acesso aos dados de localização e navegação de seus veículos militares.


Também se fala em mapeamentos de todo o planeta em pouco minutos, pois as ondas de frequências extremas poderiam criar relatórios completos de tudo o que existe na superfície terrestre. Elementos vivos ou não, tudo poderia ser rastreado pelas ondas do HAARP. Pelo menos é o que dizem as teorias conspiratórias.

Controle mental
Existem ondas de rádio em diversas frequências, por mais que não sintonizemos nossos rádios para captá-las, elas estão no ar. O som também é emitido em frequências e há amplitudes delas que os ouvidos humanos não são capazes de captar, mas isso não quer dizer que elas não existam. Somando estes dois pontos, temos mais uma teoria conspiratória.

Utilizando uma mescla de ondas de rádio com frequência sonora, os Estados Unidos poderiam manipular a mente coletiva para que algum ideal fosse defendido ou algum governo rival fosse atacado. Enviando as informações para toda a população em frequências que não poderiam ser captadas por aparelhos, não demoraria para que a “lavagem cerebral” estivesse concluída.


Há quem diga que este tipo de manipulação será utilizado em breve no Irã. O governo atual não é favorável às políticas norte-americanas, portanto seria vantajoso que o povo se rebelasse contra os seus líderes. Mensagens antigoverno seriam incutidas na mente do povo iraniano com o auxílio das antenas HAARP.

Nota sobre as teorias conspiratórias
É necessário lembrar que estas teorias são originadas em fontes que, muitas vezes, não possuem informações concretas sobre os assuntos tratados. Logo, a utilização delas neste artigo possui fins ilustrativos e não devem ser encaradas com verdades absolutas.

Pura ficção?
No desenho G.I. Joe: Resolute, o programa HAARP é capturado por vilões que desejam transformar o potencial do projeto em uma arma de destruição em massa. Além dos danos que citamos nas teorias conspiratórias, nesta história as antenas transformavam-se também em canhões de energia.

Enviando enormes quantidades de energia para a ionosfera, que refletia toda a energia, os vilões poderiam acabar com qualquer lugar do planeta, apenas mirando e concentrando o poder energético das antenas de frequências altíssimas localizadas no Alasca.

Quando se fala no mundo real, tudo o que se tem de concreto sobre o HAARP é que estudos são feitos constantemente sobre a ionosfera terrestre para que ela possa ser transformada em uma antena de transmissão de informações, beneficiando as comunicações e sistemas de navegação.


Mas será que é somente para isso que os investimentos bilionários do governo norte-americano estão sendo utilizados? Nunca foram revelados dados concretos sobre o dinheiro empregado no projeto, mas há especulações de que mais de 200 milhões de dólares sejam gastos por ano com as antenas do HAARP.

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Fonte: Tecmundo

Bad Rabbit: nova ameaça ransomware que já ataca Rússia, Ucrânia e Alemanha


WannaCry: o ransomware que assolou 300 mil computadores em todo o mundo virou um fantasma a ser perseguido por cibercriminosos. O motivo? Replicar o "sucesso" que o malware teve e tirar alguma grana extra com isso. Dessa forma, nasceu o Petya (também conhecido como NotPetya e ExPetr), que ganhou um bom fôlego, mas não repetiu o sucesso do WannaCry. Agora, um novo ransomware está surgindo, o Bad Rabbit.

Até o momento, o Bad Rabbit já infectou empresas e instituições na Rússia e na Ucrânia — companhias de mídia como a Interfax, Fontanka, aeroportos etc —, além da Turquia e Alemanha. De acordo com a Kaspersky, os cibercriminosos por trás do ransomware exigem 0,05 bitcoins como  pagamento para liberar os arquivos, cerca de R$ 1 mil.


Os pesquisadores da Kaspersky notam que o Bad Rabbit não utiliza exploits, mas infecta computadores por meio de um instalador falso do Adobe Flash. Assim que a vítima instala o arquivo .exe falso, o PC é criptografado. Por isso, diferente do WannaCry, aqui a "culpa" recai totalmente sobre a vítima, que aciona o arquivo malicioso por conta própria.
Ainda não se sabe se, após o pagamento exigido pelo ransomware, os arquivos são liberados
intactos. Exatamente por isso, a máxima "não pague por ransomware", continua valendo.

As dicas para não ter problemas com o Bad Rabbit são as seguintes:
  • Bloqueie execução de arquivos c:\windows\infpub.dat e c:\Windows\cscc.dat 
  • Não realize qualquer atualização de softwares da Adobe, por agora 
  • Se usar a linha CC, Adobe Cloud, fique offline e não ative o Cloud 
  • Desabilite o serviço WMI 
  • Realize um backup de seus arquivos 
  • Se infectado, não pague. Não ajude nem incentive os cibercriminosos

Fonte(s): Tecmundo

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