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Cybercopa - prestação de serviços de informática.


Sobre

Cybercopa é o nome de uma empresa online, criada por Lourival Duvaizem, com o intuito de prestar assistência na área de TI.

Fundada em 2007, encontra-se em atividade desde então, sendo mantida única e exclusivamente por seu criador.

Local de atuação: Zona Sul e Centro do Rio de Janeiro.

Serviços prestados: assistência técnica em pcs e notebooks, aula particular de informática, formatação de pcs, instalação e remoção de softwares e sistemas operacional.

Site oficial: https://sites.google.com/view/cybercopa


O Autor/Criador

Nome: Lourival Duvaizem, também conhecido como Júnior Duvaizem.

Natural do Rio de Janeiro e residente em Copacabana, trabalha com internet desde 2000, prestando serviços em empresas e residências.

Serviços que presta: manutenção em pcs e notebooks, aula particular de informática e design gráfico.


Referências

Instagram pessoal com trabalhos na área de design gráfico: Clique Aqui!

Site Cybercopa: Clique Aqui!


No início dos anos 1990, personalidades fortes da música surgiram como figuras protestantes de voz ativa sobre assuntos políticos e sociais. Kurt Cobain, líder do Nirvana, era um ativo na defesa da comunidade LGBT, e inclusive foi preso por pichar “Deus é Gay” em sua cidade natal; Eddie Vedder, do Pearl Jam, protestava contra o bullying em suas letras.

Porém, o líder de outra banda que foi sucesso do rock noventista era o oposto do que apresentava no palco: Layne Staley, vocalista do Alice in Chains. Em entrevista ao Loudwire, sua mãe o descreveu como uma pessoa isolada: “Layne era a criança mais quieta da turma do ensino médio. O palco deu a ele permissão para fazer o que todos nós queremos fazer às vezes: apenas gritar”.

Layne Staley faleceu em 2002, aos 34 anos de idade – Frans Schellekens/Getty Images
Com o sucesso mundial do álbum Dirt, em 1992, Layne não falava alto. como gritava nas músicas e seu vício em drogas o tornou ainda mais fechado. Revezando suas tarefas entre a turnê internacional, sua casa e tentativas de reabilitação, preferiu diminuir sua carga fazendo shows menores e gravações menos cansativas. No álbum seguinte, Jar of Files, as faixas foram gravadas em um pequeno estúdio na sua rua, em um período de uma semana.

Com o último disco de inéditas lançado em 1995, Layne decidiu comprar um apartamento duplex em Seattle e morar junto a sua noiva, Demri Parrott. Que veio a falecer devido o abuso de drogas, Demri veio a óbito em outubro de 1996 por uma infecção devido a uma bactéria obtida pelo uso de seringas compartilhadas. Desde então, Layne só entrou em um estúdio em outras três ocasiões na vida.

O cantor recebia poucos amigos, fazia uso de drogas constantemente e jogava videogames, inclusive, na última foto que se tem registro de Layne vivo, além de estar magro e pálido, usava uma camisa do jogo Metal Gear Solid. Layne não escrevia mais músicas, mas se dedicava a pintura. A capa de Above, com seu projeto paralelo Mad Season, é uma pintura inspirada em uma foto do casal. O estopim para seu isolamento completo foi a morte de John Baker Sauders, em 1999, por overdose.

Pintura feita por Layne utilizada na capa do disco “Above”, inspirada em uma foto do casal / Créditos: Divulgação
Krist Novoselic, baixista do Nirvana, e John Frusciante, guitarrista do Red Hot Chilli Peppers, tentaram ajudar Layne que estava recém-reabilitado de seu vício intenso. Chegou até a receber a proposta de integrar uma superband que estava sendo montada com membros do Rage Against the Machine, que meses depois faria sucesso mundial como Audioslave. Layne por sua vez preferiu ignorar todas as propostas.

Mike Starr, baixista do Alice in Chains, foi o último a visita-lo e acredita que foi um dia antes de sua morte, em 2002. Layne, estava muito debilitado fisicamente, e informou que sentiu o fantasma de sua falecida noiva próximo dele e o convidando para “uma transição”. Mike disse que Layne não poderia ficar na situação em que estava e que se algo ocorresse, chamaria a Polícia. O vocalista retrucou, dizendo que, se isso ocorresse, também se isolaria do amigo.

A última foto conhecida de Layne Staley, feita com amigos em sua casa / Créditos: Divulgação
Durante as duas semanas seguintes, Layne não atendeu ligações nem buscou cartas na recepção. Por estar a tanto tempo isolado, não levantou suspeitas dos vizinhos, porém, sem nenhuma transação bancária registrada, sua empresária fez contato com sua mãe para conferir se algo estava errado. Acompanhada da Polícia, o corpo de Layne foi encontrado em um estado avançado de decomposição.

Layne, que tinha 1,80m e estava com 34 anos, pesava apenas 39 quilos. O estado de putrefação permitiu seu reconhecimento apenas por sua arcada dentária. A causa de sua morte: speedball, uma mistura letal de cocaína, heroína e crack. Seu corpo estava tão irreconhecível que, inicialmente, sua mãe achou que se tratava de algum tipo de escultura feita pelo filho.

O corpo foi descoberto em 19 de abril de 2002, mas os exames apontam que sua morte ocorreu no dia 5 de abril. Mike, que o visitou no dia 4, se sentiu culpado e lamentou por não ter intervindo e ajudado de alguma maneira o amigo. Mike acabou desenvolvendo depressão nos anos seguintes, inclusive pedindo perdão para a mãe de Layne em uma entrevista ao VH1. Também morreu vítima de uma overdose, mas de remédios controlados, em 2011.



Fonte: Observatoriomusicaluol / Google


Os coronavírus (CoV) são uma grande família viral, conhecidos desde meados dos anos 1960, que causam infecções respiratórias em seres humanos e em animais. Geralmente, infecções por coronavírus causam doenças respiratórias leves a moderada, semelhantes a um resfriado comum. A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem. Os coronavírus comuns que infectam humanos são alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

Alguns coronavírus podem causar síndromes respiratórias graves, como a síndrome respiratória aguda grave que ficou conhecida pela sigla SARS da síndrome em inglês “Severe Acute Respiratory Syndrome”. SARS é causada pelo coronavírus associado à SARS (SARS-CoV), sendo os primeiros relatos na China em 2002. O SARS-CoV se disseminou rapidamente para mais de doze países na América do Norte, América do Sul, Europa e Asia, infectando mais de 8.000 pessoas e causando entorno de 800 mortes, antes da epidemia global de SARS ser controlada em 2003. Desde 2004, nenhum caso de SARS tem sido relatado mundialmente.

Em 2012, foi isolado outro novo coronavírus, distinto daquele que causou a SARS no começo da década passada. Esse novo coronavírus era desconhecido como agente de doença humana até sua identificação, inicialmente na Arábia Saudita e, posteriormente, em outros países do Oriente Médio, na Europa e na África. Todos os casos identificados fora da Península Arábica tinham histórico de viagem ou contato recente com viajantes procedentes de países do Oriente Médio – Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes e Jordânia.

Pela localização dos casos, a doença passou a ser designada como síndrome respiratória do Oriente Médio, cuja sigla é MERS, do inglês “Middle East Respiratory Syndrome” e o novo vírus nomeado coronavírus associado à MERS (MERS-CoV).


Manifestações Clínicas
  • Os coronavírus humanos comuns causam infecções respiratórias brandas a moderadas de curta duração. Os sintomas podem envolver coriza, tosse, dor de garganta e febre. Esses vírus algumas vezes podem causar infecção das vias respiratórias inferiores, como pneumonia. Esse quadro é mais comum em pessoas com doenças cardiopulmonares, com sistema imunológico comprometido ou em idosos.

O MERS-CoV, assim como o SARS-CoV, causam infecções graves. Para maiores informações sobre as manifestações clínicas do MERS-CoV, acesse a página sobre MERS-CoV.


Período de incubação
  • De 2 a 14 dias

Período de Transmissibilidade
  • De uma forma geral, a transmissão viral ocorre apenas enquanto persistirem os sintomas. É possível a transmissão viral após a resolução dos sintomas, mas a duração do período de transmissibilidade é desconhecido para o SARS-CoV e o MERS-CoV. Durante o período de incubação e casos assintomáticos não são contagiosos.




Transmissão inter-humana
  • Todos os coronavírus são transmitidos de pessoa a pessoa, incluindo os SARS-CoV, porém sem transmissão sustentada. Com relação ao MERS-CoV, existem a OMS considera que há atualmente evidência bem documentada de transmissão de pessoa a pessoa, porém sem evidencias de que ocorra transmissão sustentada.

Modo de Transmissão
  • De uma forma geral, a principal forma de transmissão dos coronavírus se dá por contato próximo* de pessoa a pessoa.
* Definição de contato próximo: Qualquer pessoa que cuidou do paciente, incluindo profissionais de saúde ou membro da família; que tenha tido contato físico com o paciente; tenha permanecido no mesmo local que o paciente doente (ex.: morado junto ou visitado).

Fonte de infecção
  • A maioria dos coronavírus geralmente infectam apenas uma espécie animal ou, pelo menos um pequeno número de espécies proximamente relacionadas. Porém, alguns coronavírus, como o SARS-CoV podem infectar pessoas e animais. O reservatório animal para o SARS-CoV é incerto, mas parece estar relacionado com morcegos. Também  existe a probabilidade de haver um reservatório animal para o  MERS-CoV que foi isolado de camelos e de morcegos.

Como se proteger?

Para os brasileiros, não há motivo para alarmismo. Cabe frisar: todos os casos da doença têm relação direta com os territórios chineses acometidos, que inclusive já foram isolados. Por aqui, um episódio suspeito em Belo Horizonte já foi investigado e o veredicto é que não se tratava do problema.

“Pessoas que apresentam sintomas respiratórios e não tenham passagem por essas áreas de circulação do vírus nem contato com casos suspeitos ou confirmados não precisam se preocupar”, tranquiliza Lígia.

A primeira medida de prevenção é evitar viajar a Wuhan e região, bem como a cidades que possam vir a alojar surtos. Se inevitável, os médicos Elie Fiss e Celso Granato aconselham algumas medidas básicas de proteção, que inclusive se aplicam a outros agentes infecciosos transmitidos pelo ar e por gotículas de saliva:

  • Evite aglomerações e contato próximo com outras pessoas
  • Cubra o nariz e a boca com lenço descartável ao tossir ou espirrar (e descarte o material em local adequado)
  • Lave as mãos a cada duas horas e principalmente após passar por estabelecimentos ou transportes públicos
  • Procure não tocar olhos, nariz e boca
  • Não compartilhe copos, toalhas e objetos de uso pessoal
  • Dependendo do local, compre e use máscaras que cobrem boca e nariz

Uma breve linha do tempo sobre o novo coronavírus

  • Dezembro de 2019: uma doença ainda misteriosa aparece em Wuhan, na China, e começa a preocupar as autoridades locais.
  • 8 de janeiro: pesquisas comprovam que o agente causador da condição era um novo coronavírus
  • 16 de janeiro: A OMS confirma os primeiros casos no Japão e na Tailândia. Os indivíduos acometidos tinham viajado para Wuhan nos dias anteriores.
  • 17 de janeiro: Aeroportos americanos passam a realizar exames de triagem para evitar a entrada do vírus no país. Alguns dias depois, um caso é confirmado por lá, na cidade de Seattle.
  • 22 de janeiro: A Secretaria de Saúde de Minas Gerais notifica um caso suspeito em Belo Horizonte. Logo a informação é descartada pelo Ministério da Saúde. Na China, autoridades decidem fechar todos os meios de transporte (avião, trem e ônibus) em três províncias, afetando 20 milhões de pessoas.
  • 23 de janeiro: Comitê de Emergência da OMS decide não declarar o coronavirus como uma ameaça de saúde pública internacional. O principal motivo para isso é o fato de os casos estarem restritos à China.
  • 26 de janeiro: Durante o final de semana, novos casos são confirmados na Europa (França e Alemanha) e na África (Costa do Marfim). Estados Unidos notifica outros três casos.
  • 27 de janeiro: Prefeito de Wuhan admite que demorou para agir e pede demissão do cargo.
  • 28 de janeiro: Em coletiva de imprensa, Ministério da Saúde informa que há um caso suspeito em Belo Horizonte. O paciente viajou de Wuhan para o Brasil e apresenta sintomas compatíveis com a infecção. Resultados dos exames são aguardados.
Crédito(s): Saúde.Abril / Saúde SP Gov


O início dessa semana foi marcado pela segunda estreia do trailer oficial de Novos Mutantes. Por muito tempo, acreditamos que a saga de problemas com a produção, não teria fim. Originalmente, o lançamento do filme estava programado para abril de 2018. Em seguida, alguns imprevistos o prorrogaram, para fevereiro de 2019. Por fim, após investir 71 bilhões de dólares, na compra da Fox, a Disney bateu o martelo, assumiu o projeto e decretou que o filme sairia em abril de 2020. Pois bem, aqui estamos, há poucos meses da chegada do longa à grande tela e, aparentemente, dessa vez, as coisas estão bem encaminhadas. Após sofrer algumas alterações para remover toda e qualquer referência à antiga franquia X-Men, o projeto da Marvel Studios teve um material promocional redesenhado, e assim, pudemos ter uma ideia do que esperar do thriller mutante.

Assista ao trailler abaixo do filme dos Novos Mutantes


Ao passo que Dani Moonstar, vulgo Miragem, foi apresentada como a protagonista, vimos que os espectadores conhecerão o universo mutante através da perspectiva dela. No entanto, diversas outras questões foram introduzidas, como as intenções questionáveis de Cecilia Reyes. Apesar de narrar o começo do trailer e ser a encarregada por ajudar os jovens mutantes, há algo de sinistro na aura da médica. Contudo, enquanto esse mistério foi estabelecido para ser decifrado durante o filme, o suposto vilão da narrativa já foi apresentado: o Urso Místico. Mas afinal, quem é esse personagem? De onde ele surgiu? Qual seu nível de ameaça e suas motivações?

Tudo o que sabemos sobre o Urso Místico

Pra começar, o Urso Místico foi criado por Chris Claremont e Bob McLeod. Embora o personagem tenha se tornado popular pelas mãos de Bill Sienkiewicz, sua primeira aparição foi em The New Mutants #18, já em sua estreia ele foi o vilão da saga que levou seu nome e se estendeu por mais duas edições. Ademais, desde o início sua origem esteve ligada à Danielle Moonstar. Afinal, o animal é resultado da mutação genética que os pais de Dani sofreram e de sua seguida escravização no ser. Então sim, os pais da garota não estão mortos, apenas presos em algum lugar. Isso explica o porquê da criatura segui-la incansavelmente. Inclusive, nos quadrinhos, o urso chega a ferir Miragem e os Novos Mutantes. Todavia, sob a liderança de Magia, o grupo consegue derrotá-lo e liberar os pais de Moonstar.

Enquanto você deve estar estranhando ver um urso como vilão, garantimos que ele é um antagonista significativo. Em suma, ele se trata de uma entidade extremamente poderosa e perigosa. Além de ser a materialização de um pesadelo, o Urso Místico é incrivelmente forte, possui garras afiadas e capacidade de teleporte e transmutação. Sendo assim, ele pode assumir excelentes disfarces, como enfermeiras, policiais e ate guerreiros nativo-americanos. A fonte de todo esse poder é emoção humana negativa e corrupção de almas. Logo, esse personagem é um bicho-papão que se alimenta do medo das pessoas. Além disso, é válido dizer que ele é um dos poucos vilões da Marvel que ainda não foi morto.

Agora que conhecemos suas habilidades e real potencial, faz sentido ver o Urso Místico como vilão do filme. E então, ansioso para ver o personagem em Novos Mutantes?

Crédito: Fatos Desconhecidos

Saiba o que é o projeto da Samsung para a criação de humanos artificiais, conhecido como Neon

Neons, ou “humanos artificiais”, como a empresa os chama, são avatares humanos gerados por computação gráfica, dotados de inteligência artificial capaz de reter e utilizar informações (lembrar e aprender), imitar nossas emoções e comportamento e interagir com humanos.
Durante a CES 2020, a Samsung revelou alguns detalhes do projeto, mas muita gente sentiu que ainda há mais perguntas do que respostas. E, de fato, elas têm razão. A começar pelo site oficial do Neon, que, em vez de ir direto ao assunto, exibe frases soltas como “Inspirado pelas complexidades rítmicas da natureza”.


Afinal, o que é o Neon?
Os Neons são representações humanas virtuais que, segundo a Star Labs, são capazes de interagir com seres humanos, mantendo um diálogo natural, respondendo a perguntas em milésimos de segundos e apresentando linguagem, expressões e comportamento naturais.

O vídeo abaixo mostra parte das imagens exibidas durante a CES 2020, onde a Samsung explicou um pouco sobre o projeto.


Nas imagens, vemos atores demonstrando como os Neons vão funcionar. Essa foi a parte mais frustrante na apresentação, já que a Samsung afirmou que será impossível distinguir os Neons de humanos reais. Apesar da afirmação, a companhia não mostrou nenhum exemplar de Neon para a plateia. Sendo assim, os atores foram usados como modelos.

Os Neons não são assistentes de voz como a Bixby, embora nada impeça que a assistente digital da Samsung venha a utilizar uma tecnologia semelhante no futuro. Ao invés disso, os Neons possuem uma imagem com representação humana e necessitarão de uma tela para que a interação seja feita. Também é possível imaginar que, um dia, eles poderão ser representados em imagens holográficas.

Para que os Neons vão servir?
A Samsung explicou que os Neons serão únicos, cada um com sua personalidade e características próprias, mas que a companhia não tem a pretensão de criar réplicas exatas de seres humanos.

Falando em utilidade, a empresa disse que, no futuro, os Neons poderão atuar como “representantes de serviços, consultores financeiros, profissionais de saúde ou concierges”. Com o tempo, eles também estarão aptos a substituir "âncoras de TV, atores, porta-vozes, ou mesmo ser nossos amigos e companheiros".

Fonte: TheVerge



Keanu Reeves foi eternizado como Neo em Matrix, mas o papel de Escolhido no filme de 1999 quase foi parar nas mãos de Will Smith, segundo conta o ator neste vídeo. Agora, graças ao poder das tecnologias de deepfake, finalmente podemos saber como seria a realidade alternativa em que o cara de Um Maluco no Pedaço protagoniza o longa-metragem.

Um vídeo publicado no canal do YouTube Sham00K utiliza as polêmicas técnicas de substituição de rostos para colocar o astro de Hollywood em cenas icônicas de Matrix no lugar de Keanu Reeves. A produção que já conta com mais de 500 mil visualizações traz um resultado assustadoramente bom e mostra o ator de MIB: Homens de Preto em diálogos e momentos de ação, como parando balas e lutando contra o vilão do longa-metragem, que, coincidentemente, também se chama Smith.



Apesar do sucesso da produção, o canal do YouTube responsável pelo vídeo, que está no ar desde o começo do mês, ainda não deu detalhes da parte técnica por trás da brincadeira. Isso não quer dizer que o produtor de conteúdo está inativo na plataforma: além de já ter publicado um deepfake mostrando John Travolta como Forrest Gump, Sham00K também reimaginou Mad Max: Estrada da Fúria com Mel Gibson na semana passada.

Enquanto os algoritmos para substituir rostos em vídeos podem ser usados para diversão, a rápida evolução da técnica também preocupa especialistas, afinal, a tendência é que a ferramenta também acabe sendo utilizada para a disseminação de notícias falsas.

Na semana passada, por exemplo, o Facebook liberou US$ 10 milhões para a organização de uma competição feita em parceria com a Microsoft para escolher a melhor ferramenta de detecção de vídeos com rostos alterados. O objetivo é incentivar a criação de soluções que combatam aplicações anti-éticas do deepfake.

Crédito: TechMundo

Tentando criar uma "fábrica de bebês", Gary Heidnik sequestrou e torturou mulheres que mantinha trancadas no porão de casa


FICHA CRIMINAL
Nome – Gary Michael Heidnik (1943-1999)
Local de atuação – Filadélfia, Pensilvânia (EUA)
Mortes – 2

1. Nascido em Eastlake, no estado norte-americano de Ohio, Gary foi deixado ainda criança aos cuidados paternos depois que ele e o irmão mais novo viveram alguns anos com a mãe alcoólatra. Contudo, eram sempre agredidos e humilhados, devido ao perfil opressor do pai. Certa vez, foram obrigados a usar uma calça com um alvo desenhado na bunda para serem chutados

2. Gary tentou a carreira no Exército duas vezes. Aos 14 anos, foi para uma academia militar tentar ser oficial – mas desistiu no penúltimo ano. Depois, com 18, alistou-se nas forças armadas e foi atuar na Alemanha Ocidental como enfermeiro. Porém, com pouco mais de um ano de atividade, foi diagnosticado com transtorno de personalidade esquizoide e dispensado em 1962

3. Nos anos seguintes, já morando na Filadélfia, Heidnik foi internado diversas vezes em hospitais psiquiátricos por tentar suicídio. Nessas fases, adquiriu o hábito de ficar mudo, prestar continência e ignorar a higiene pessoal. Para piorar, sua mãe se matou em 1970. E, quando tudo já parecia um caos, em 1971 ele fundou a Igreja Unida dos Ministros de Deus, se autodeclarando bispo Heidnik

4. Em 1978, ele foi preso ao manter a irmã de sua namorada refém dentro de casa. Deficiente mental e visual, a jovem foi estuprada, sodomizada e infectada com gonorreia. Heidnik foi condenado, mas conseguiu cumprir grande parte da pena em prisões psiquiátricas. Após ser solto, em abril de 1983, adquiriu a casa de três andares no norte da Filadélfia que ficaria nacionalmente conhecida como “A casa dos Horrores”


5. Por meio de um serviço de matrimônio, Gary se casou com a filipina Betty Disto em 1985. Porém, o relacionamento só durou até janeiro do ano seguinte, quando Betty fugiu de casa e revelou às autoridades o seu cotidiano. Quando não era estuprada e espancada pelo marido, era obrigada a vê-lo fazer sexo com prostitutas. Heidnik não foi condenado, pois a ex-esposa não compareceu à audiência preliminar

6. Após o caso com Disto, Gary concebeu um plano doentio: ter um harém de mulheres para uma espécie de “fábrica de bebês”. Assim, entre novembro de 1986 e março de 1987, ele sequestrou seis mulheres negras, mantendo-as presas no porão de sua casa. Algemadas na maioria do tempo a um cano no teto, elas ficavam seminuas e eram constantemente estupradas e agredidas. Fora isso, eram alimentadas com pão seco, sanduíches velhos e comida de cachorro

7. Gary também as torturava, prendendo-as por apenas um membro em uma viga no teto. Já em outras ocasiões, as mantinha dentro de um buraco no chão do porão, tapado com tábuas e sacos de terra, onde era difícil se mexer e respirar. Certa vez, encheu a cova com água e eletrocutou três garotas. Por fim, também tentou furar o tímpano de todas para torná-las surdas e dificultar possíveis fugas


8. No cativeiro, duas mulheres morreram. Sandra Lindsay, 24 anos, faleceu após ficar dias presa na viga. Ela foi desmembrada por Heidnik, que guardou partes do corpo na geladeira, assou as costelas no forno, ferveu a cabeça em uma panela e, supostamente, misturou restos mortais à comida de cachorro. Já Deborah Dudley, 23 anos, morreu eletrocutada dentro do buraco com água. O seu corpo foi descartado por Gary em uma região arborizada de Nova Jersey


9. O plano de Heidnik terminou em 24 de março de 1987 graças a Josefina Rivera, a primeira sequestrada. Ela ganhou a confiança do raptor ao longo dos meses e recebeu autorização para sair de casa a fim de trazer mais uma garota para o “harém”. Livre, foi direto para a casa do namorado e em seguida para a polícia, que demorou a acreditar em sua história. No fim, Heidnik foi capturado no posto de gasolina em que os dois haviam combinado de se encontrar

[info title="QUE FIM LEVOU?" icon="info-circle"] Heidnik foi acusado de assassinato, estupro, sequestro e agressão agravada. Sem conseguir provar insanidade, foi sentenciado à morte por injeção letal e executado em 6 de julho de 1999
[/info]

FONTES Sites Criminal Minds Wiki, Murderpedia, The New York Times, Philadelphia Magazine e O Aprendiz Verde; livro Cellar of Horror: The Story of Gary Heidnik, de Ken Englade

JOAQUIN PHOENIX, O CORINGA, RECUSOU UM PAPEL IMPORTANTE NA MARVEL


Coringa foi exibido no último final de semana, no Festival de Veneza. Desde então, a internet não fala de outra coisa. O filme foi ovacionado por oito minutos sem parar. Além do minucioso trabalho de Todd Phillips, a atuação de Joaquin Phoenix tem sido exaltada. Não é de agora que o ator impressiona com sua performance. Vide Gladiador, Johnny & June, Ela e Você Nunca Esteve Realmente Aqui. Naturalmente, sua presença foi requisitada em diversas produções, inclusive na Marvel Studios. Sim! Kevin Feige e companhia já abordaram Phoenix mais de uma vez, porém ele recusou todas elas.


Primeiro, a Marvel ofereceu ao ator o papel de Bruce Banner, o qual foi recusado. Hulk acabou na pele de Mark Ruffalo - que concedeu novos ares ao personagem.


Anos depois, o estúdio voltou a contatar Phoenix, dessa vez para interpretar o Doutor Estranho. Papel que, como bem sabemos, também foi recusado, ficando com Benedict Cumberbatch. No final das contas, Joaquin Phoenix recusou dois papeis importantes na Marvel Studios. Há alguns anos, o ator comentou sobre as recusas em uma entrevista ao site Time Out. Em suma, ao ser questionado se eventualmente aceitaria fazer parte de uma franquia, ele não se opôs.



Desejo realizado

Na entrevista, Joaquin Phoenix confessou que a ideia não lhe era atraente quando mais novo. Contudo, as produções do gênero melhoraram bastante. O problema, no caso, é que ele não sentia que os trabalhos oferecidos fossem gratificantes. Segundo ele, até então, nunca havia conhecido um diretor que estivesse mais preocupado com o desenvolvimento do personagem. Anos mais tarde, Phoenix finalmente teve seu desejo realizado. O ator aceitou ser o protagonista de Coringa, filme solo do vilão mais popular da nona arte. E um dos motivos foi justamente a complexidade em volta do personagem.


Após levar tantos tapas na cara com Liga da Justiça, a Warner Bros. parece ter aprendido a lição. O estúdio tem concedido mais liberdade a equipe criativa e os resultados têm sido altamente positivos. Inclusive, já existe forte crença de que Joaquin Phoenix seja ao menos indicado ao Oscar por sua performance em Coringa. Se a especulação realmente for concretizada, será mais um ponto no aprendizado do estúdio.


Coringa chega aos cinemas brasileiros no dia 3 de outubro.

Assista abaixo ao último trailler do filme:


Créditos: Google / Warner / Fatos Desconhecidos

Ovos e leite são alimentos ricos em colina - imagem da internet

As pessoas que adotam uma dieta vegana, que exclui a carne ou qualquer alimento de origem animal, devem, entre outros cuidados, se certificar de que estão consumindo quantidade suficiente de um nutriente fundamental, mas pouco conhecido, para o cérebro.


A colina, que ajuda na comunicação entre células nervosas, é encontrada em maior concentração em carnes e laticínios.

E quem não ingere esse tipo de alimento corre o risco de não obter colina suficiente, alerta a nutricionista Emma Derbyshire em artigo publicado na revista científica BMJ Nutrition, Prevention & Health.

O nutriente, que também está associado à função hepática, está presente principalmente no ovo, no leite e na carne.

Mas existem alternativas. A colina também pode ser obtida pela ingestão de soja torrada, vegetais crucíferos - como brócolis e couve-de-bruxelas -, feijão cozido, cogumelos, quinoa e amendoim.

Derbyshire, especialista independente em nutrição e ciências biomédicas, escreveu na publicação científica que o Reino Unido estava ficando para trás de outros países por não recomendar ou monitorar os níveis de ingestão de colina.

As autoridades de saúde dos EUA, por exemplo, definem como níveis de "ingestão adequada" 425 mg/dia para mulheres e 550 mg/dia para homens.

Adotar o estilo vegano é uma escolha pessoal, mas grande parte dos seguidores atribui a opção a questões éticas e à preocupação com o meio ambiente. E há quem cite questões de saúde.

A colina, que faz parte das vitaminas do complexo B, é considerada essencial para a síntese do neurotransmissor acetilcolina, que desempenha um papel importante nas funções cognitivas, como processos de aprendizagem e formação de memórias.

E é particularmente importante para as mulheres durante a gravidez e a amamentação, uma vez que é transportada ativamente para o feto no útero, com suprimentos maternos relacionados à cognição, ou transferida para o bebê por meio do leite materno.

De acordo com o artigo, a deficiência do nutriente está relacionada a doenças hepáticas, pode comprometer a função cognitiva dos descendentes e causar possíveis distúrbios neurológicos.


Planejamento é essencial

Derbyshire alerta que quem adota uma alimentação vegana precisa compensar a possível deficiência do nutriente - assim como de ferro, vitamina B12, ômega-3 e cálcio.

"Se você não gosta desses alimentos, pode precisar tomar suplementos."

Mas a Associação Dietética Britânica (BDA, na sigla em inglês) afirma que, com planejamento, é possível obter quantidade suficiente de colina a partir de uma dieta vegana.

"É perfeitamente possível atender a esses requisitos com uma dieta vegana ou à base de plantas", declarou Bahee Van de Bor, porta-voz da BDA.

"Mas você precisa se planejar. Os alimentos podem ser veganos, mas não fornecer os nutrientes necessários."

Os veganos devem prestar atenção, portanto, no que consomem e assegurar uma dieta variada.

"É provável que uma dieta vegetariana ou vegana saudável e variada forneça um pouco de colina", diz o porta-voz.

Também é importante garantir que essa dieta seja bem equilibrada para garantir a ingestão de nutrientes suficientes como ferro, cálcio, zinco e vitamina B12.

"Dito isto, sabemos que pode haver muitos benefícios para a saúde ao seguir uma dieta baseada mais em plantas, embora isso não signifique necessariamente que os produtos de origem animal devam ser completamente excluídos", acrescentou.

Segundo Derbyshire, pesquisas indicam que mulheres grávidas e lactantes, em particular, precisam garantir ingestão suficiente de colina em suas dietas, uma vez que o nutriente é extremamente importante para o desenvolvimento cerebral do feto.

"Quero, em primeiro lugar, aumentar a conscientização. Mas também acho que se as pessoas estão adotando uma alimentação à base de verduras e legumes, principalmente mulheres em idade fértil, devem buscar suplementos", afirmou.

Fonte: BBC

It: A Coisa 2 ganhou um novo trailer incrível, direto da San Diego Comic-Con. Confira:




It: A Coisa chegou aos cinemas em setembro de 2017 e arrecadou US$ 688 milhões na bilheteria mundial. A sequência chega aos cinemas em 6 de setembro de 2019.

Elenco:


Primeiro filme: Jaeden Lieberher
Segundo filme: James McAvoy


Primeiro filme: Sophia Lillis
Segundo filme: Jessica Chastain


Primeiro filme: Jeremy Ray Taylor
Segundo filme: Jay Ryan


Primeiro filme: Finn Wolfhard
Segundo filme: Bill Hader


Primeiro filme: Chosen Jacobs
Segundo filme: Isaiah Mustafa


Primeiro filme: Jack Dylan Grazer
Segundo filme: James Ransone


Primeiro filme: Wyatt Oleff
Segundo filme: Andy Bean


Primeiro filme: Nicholas Hamilton
Segundo filme: Teach Grant



tags: terror, filme, cinema, lançamento, it, stephen king, palhaço, omelete, san diego, comic, con

Se você acessou as redes sociais nos últimos dias, com certeza viu alguns amigos postando fotos nas quais eles aparecem mais velhos. E aí, qual é esse tal app de envelhecimento que se tornou febre na web? Respondendo rapidamente, trata-se do Faceapp, um aplicativo especializado em filtros desse tipo e que já está no mercado há algum tempo.



1. Baixe o FaceApp na Play Store ou na App Store





2. Após abrir o aplicativo, você pode escolher tirar uma foto na hora ou permitir o acesso do app à sua galera para encontrar uma foto já existente.


3. Depois de escolher a foto, selecione o menu “Idade”, localizado na parte inferior da tela.



4. Agora, basta selecionar o filtro “Idoso” e aguarde que o programa aplique as alterações.


5. Clique em "Aplicar" para salvar as mudanças.


6. Pronto! Você já tem a sua foto de idoso e basta tocar sobre o botão em formato de seta apontada para baixo para salvar a imagem em sua galeria e usá-la como quiser.


Fontes: TecMundo/Douglas Ciriaco

O que pensam os que não acreditam que o homem chegou (12 vezes) à Lua


Cinquenta anos depois de o astronauta Neil Armstrong (1930-2012) ter dado aquele "pequeno passo para o homem, grande passo para a humanidade", ainda há muita gente que não acredita que um ser humano - para ser mais exato, 12, em seis viagens diferentes da missão Apollo - pisou na Lua.

Teorias conspiratórias de diferentes níveis de complexidade estão a um clique do mouse. E, em tempos de fácil propagação de fake news em redes sociais, ganham fôlego online. "Não adianta tentar rebater uma teoria da conspiração porque outra vai aparecer logo após. Por isso o melhor é voltar ao início e ver como aconteceu a corrida espacial", diz à BBC News Brasil o físico e engenheiro brasileiro Ivair Gontijo, cientista da Nasa, a agência espacial americana.

"Muitas pessoas tem dúvidas legítimas e querem entender, mas quando procuram pelo assunto na internet, acabam achando mais teorias da conspiração e ficando mais confusas ainda."

De tempos em tempos, diversas pesquisas de opinião são realizadas pelo mundo para medir o quanto as pessoas acreditam no sucesso das missões Apollo. O nível de descrença varia de 6% a 57% - este último impressionante número é de levantamento divulgado ano passado pelo VTsIOM, o instituto nacional de pesquisas de opinião da Rússia, e deve refletir sobretudo os esforços de contrapropaganda da Guerra Fria, quando a então União Soviética era rival dos Estados Unidos na chamada corrida espacial.

Levantamento semelhante realizado pelo instituto Gallup nos Estados Unidos apontou que 6% dos americanos não acreditam que o homem tenha pisado na Lua. Mas outras sondagens chegam a apontar que esse número pode ser bem maior: na casa dos 20%.

De acordo com pesquisa recente realizada pela empresa YouGov, um em cada seis britânicos acredita que a conquista da Lua foi encenada. E, entre os jovens de até 35 anos, "informados" intensamente por canais de YouTube e fóruns de internet, esse número é ainda maior: 21%.

Vamos aos fatos, portanto. Não tem conspiração. Até hoje, 12 pessoas pisaram na Lua. Todos homens, todos norte-americanos. Na ordem: Neil Armstrong e Buzz Aldrin (Apollo 11, por 2h31, em 21 de julho de 1969); Pete Conrad e Alan Bean (Apollo 12, por 7h45, em 19 de novembro de 1969); Alan Shepard e Edgard Mitchell (Apollo 14, por 9h21, nos dias 5 e 6 de fevereiro de 1971); David Scott e James Irwin (Apollo 15, entre 31 e 2 de agosto de 1971, sendo que o primeiro caminhou em solo lunar por um total de 19h03 e o segundo, por 18h33); John Young e Charles Duke (Apollo 16, por 20h14, entre 21 e 23 de abril de 1972); e Eugene Cernan e Harrison Schmitt (Apollo 17, por 22h02, de 11 a 14 de dezembro de 1972).


Contra os fatos

Os argumentos são os mais variados possíveis. Em fóruns de internet há desde gente defendendo que seria impossível pisar na Lua porque ela se trata de "uma bola de luz" até outros tentando provar por A mais B que até seria possível levar o homem até lá - o problema, segundo eles, seria fazer o caminho de volta para a Terra.


Dono de um famoso podcast, o comediante americano Joe Rogan está entre os disseminadores de teorias da conspiração. Seu argumento mais convincente, conforme já afirmou, parece ser o mero prazer que tem em duvidar das coisas. "Eu tenho uma relação de amor e ódio com teorias da conspiração", disse ele, em uma de suas apresentações.

No YouTube, uma potente voz dos conspiradores é o canal de outro comediante americano, Shane Dawson. Seu vídeo defendendo que o homem nunca pisou na Lua tem 6min22s e mais de 7 milhões de visualizações.

Mesmo repaginados, os conspiracionistas atuais bebem na mesma velha fonte. Os mais antigos registros de teorias da conspiração sobre a chegada do homem à Lua estão no livro We Never Went to the Moon: America's Thirty Billion Dollar Swindle (em tradução livre para o português, 'Nós Nunca Fomos à Lua: A Fraude Americana de 30 Bilhões de Dólares'), escrito pelo ex-oficial da Marinha americana Bill Kaysing (1922-2005).

Com a experiência de ter trabalhado na fábrica de foguetes Rocketdyne entre 1956 e 1963, Kaysing começou a defender que as alunissagens do projeto Apollo haviam sido forjadas pelo governo americano. No livro, ele afirma que as chances de um pouso bem-sucedido no satélite terrestre eram de parcos 0,0017% e, no auge da Guerra Fria, era mais fácil para os Estados Unidos falsificar um resultado do tipo do que ir efetivamente para a Lua.

Segundo Gontijo, uma tremenda bobagem. "Os russos, maiores competidores dos americanos, nunca denunciaram as viagens à lua como farsa", argumenta ele. "Eles sabiam muito bem o estado da tecnologia da época porque estavam tentando fazer o mesmo. E seus cientistas e engenheiro jamais levantaram dúvidas sobre o sucesso dos americanos."

Mas os conspiracionistas ganhariam novo fôlego no início dos anos 1980, com a entrada, no debate, da Sociedade da Terra Plana. Os terraplanistas, que argumentam que a Terra e a Lua são planas, a Nasa criou uma falsificação com ajuda do cinema. A Nasa teria, sob o patrocínio dos estúdios Walt Disney, contratado o diretor Stanley Kubrick (1928-1999) para forjar as cenas dos astronautas em solo lunar.

"Se fosse para somente encenar, por que fazer isso tantas vezes? Por que não fazer uma vez só?", rebate o brasileiro Gontijo.

Um outro argumento que faz inferir a impossibilidade de fraudar um projeto como o Apollo é o número de pessoas que precisariam ter sido cooptadas para guardar tamanho segredo. Ao longo de dez anos, 400 mil pessoas trabalharam para colocar o homem na Lua. Conforme já afirmou diversas vezes o cientista americano James Longuski, ex-projetista da Nasa e atual professor da Universidade Purdue, nos Estados Unidos, seria mais fácil mandar de verdade seres humanos para a Lua do que combinar com tanta gente assim.

No livro A Caminho de Marte: A Incrível Jornada de Um Cientista Brasileiro Até a Nasa, Ivair Gontijo conta que não são raras as vezes em que ele é interpelado por alguém que diz não acreditar nas viagens do homem à Lua. "Até hoje muita gente me faz essa pergunta, se o homem foi mesmo à Lua ou não. É interessante notar que não é só no Brasil que tem gente que não acredita. Na Escócia e mesmo nos Estados Unidos também há pessoas que não acreditam. Acho que esse é um fenômeno mundial", escreve ele, em um capítulo dedicado ao tema.

Em conversa com a reportagem, ele enfatizou que a melhor maneira de combater essa desinformação é, incansavelmente, insistindo em "informar a população". "Em geral, informações genuínas e independentes sobre o programa espacial não são muito acessíveis no Brasil por causa da barreira da língua", afirma. "Até nos Estados Unidos, muita gente não sabe onde procurar e acaba descobrindo muitas teorias da conspiração sobre o assunto. Assim, em vez de diminuírem, as dúvidas às vezes aumentam. Há muita desinformação sobre esse tema nos meios de comunicação, em especial na internet."


Argumentos

"Muitas pessoas pensam que o grande feito dos americanos seria algo inatingível com a tecnologia da época", argumenta Gontijo, em seu livro. "Por isso elas têm dificuldades em acreditar que isso possa mesmo ter acontecido. Também é verdade que as pessoas podem mudar de opinião se os argumentos forem mesmo convincentes, mas sabemos também que ninguém convence ninguém. É preciso que cada um entenda primeiro os fatos e então tire as próprias conclusões."


Para o brasileiro, a melhor maneira de enfrentar essa desinformação é começar tentando entender em qual parte da conquista espacial o interlocutor não acredita.

O primeiro ponto: a descrença é só do lado americano ou também significa rebater que soviéticos lançaram foguetes? Pois se o ceticismo é geral, vale lembrar a história do satélite Sputnik, colocado em órbita em outubro de 1957. Em um "golpe de mestre", expressão cravada por Gontijo, os cientistas russos o lançaram equipado com um transmissor e quatro antenas, conjunto esse capaz de emitir um pequeno sinal de bipe nas frequências de 20 e 40 MHz.

A ideia era que a façanha pudesse ser comprovada de forma independente. "Quando ele passava sobre uma parte da Terra, radioamadores que estavam lá embaixo podiam sintonizar seus rádios em uma das frequências do Sputnik e captar o sinalzinho: o pequeno bipe que significava muito e que durou 22 dias, até que suas baterias se descarregaram", pontua o brasileiro.

O passo seguinte seria acreditar ou não que um ser humano orbitou o planeta. No caso, o cosmonauta soviético Iuri Gagarin (1934-1968), que viu a Terra azul a bordo da Vostok em 12 de abril de 1961. Em 108 minutos, ele deu uma volta completa. "Imagino que a vasta maioria das pessoas concorde que esses fatos são verídicos e que tanto Gagarin quanto seus colegas cosmonautas realmente foram ao espaço e entraram em órbita em torno da Terra", afirma. "Em pouquíssimo tempo, os foguetes foram aprimorados, alcançando órbitas circulares e de maior latitude, de forma que os cosmonautas que vieram depois de Gagarin puderam dar muitas voltas em torno do planeta Terra."

Nos Estados Unidos, os cientistas da Nasa estavam um pouco atrás dos russos na corrida espacial. No dia 5 de maio de 1961, Alan Shepard (1923-1998) se tornaria o primeiro americano no espaço, ainda em um voo suborbital de 15 minutos. Em 20 de fevereiro de 1962, John Glenn (1921-2016) se tornou o primeiro astronauta americano em órbita: três voltas ao redor da Terra, em 4h55 de voo.

"Você acha que tanto os russos quanto os americanos foram capazes de enganar o mundo inteiro e que nenhum desses voos aconteceu? Seria possível convencer os milhares de engenheiros e técnicos trabalhando nos programas espaciais tanto na União Soviética quanto nos Estados Unidos a montar um esquema para iludir o mundo sem que ninguém denunciasse isso?", provoca Gontijo. "Imagino que você vá concordar comigo que é mais fácil eles terem mesmo feito esses voos do que conseguiremos manter um segredo entre dezenas de milhares de pessoas."

O cientista brasileiro enfatiza ainda o desenvolvimento técnico necessário para o passo seguinte, em 1963: a verdadeira dança espacial protagonizada pelas naves Vostok 5 e Vostok 6, respectivamente com os cosmonautas Valery Bykovsky (1934-2019) e Valentina Tereshkova (1937- ) a bordo. Elas chegaram a ficar a apenas 5 quilômetros de distância, em órbita, e, pela primeira vez, houve uma comunicação entre duas espaçonaves, diretamente e por rádio, sem nenhuma intermediação da Terra.

Os avanços seguiam a passos largos. Dois anos mais tarde, o russo Alexey Leonov (1934- ) protagonizaria a primeira atividade extraveicular da história espacial. E neste episódio, é possível citar ainda a falibilidade humana como um argumento contra as conspirações - afinal, se as coisas fossem inventadas, acidentes não ocorreriam, certo?

Pois no vácuo espacial, a roupa de Leonov inchou mais do que o esperado - dentro da vestimenta, a pressão precisava ser igual à atmosférica terrestre. Quando precisava voltar para a cápsula, um susto: daquele jeito ele não passava mais pela entrada. Ficou entalado. No sufoco, ele conseguiu "murchar" um pouco de sua roupa, o suficiente para voltar para a nave.

"Não faz sentido achar que tudo isso foi uma enganação e que nenhuma dessas façanhas foi realizada. Seria simplesmente impossível manter um segredo assim e convencer milhares de pessoas envolvidas a mentir", reforça Gontijo. "Além disso, os bipes do Sputnik foram capitados por radioamadores no mundo inteiro, provando que aquilo era real. Existem também muitas filmagens de foguetes decolando e alguns explodindo. Se você pode se convencer de que tudo isso aconteceu mesmo, o resto - a descida na Lua, por exemplo - é uma série de desdobramentos quase inevitáveis."


Preparando o terreno lunar

Em seu livro, o cientista brasileiro cita o sucesso técnico do projeto Gemini, com dez missões realizadas entre 1964 e 1966, como o grande salto tecnológico norte-americano que propiciou mandar as Apollos para a Lua. E todos os esforços científicos e de engenheira envolvidos não poderiam ser simplesmente uma obra de ficção. Foi quando os Estados Unidos passaram à frente da União Soviética na corrida espacial.


Nas missões, foram bem-sucedidos os procedimentos de aproximação e acoplamento entre duas espaçonaves, assim como um aumento de permanência dos astronautas no espaço - condições necessárias para a futura missão lunar. "A partir daí eles já seriam capazes de fazer um veículo sair da superfície da Lua levando os astronautas e acoplá-los a outro veículo em órbita lunar", descreve. "Dá para ver que a ida à Lua não foi feita de uma vez só, sem qualquer preparação."

Mas se todas as simulações iam relativamente bem, há outro argumento a ser derrubado: essas missões ocorriam em órbita da Terra. E ir até a Lua necessitaria romper o voo orbital. Mas a ciência explica que esse não era um problema. "Se um objeto está em uma órbita circular em torno de um planeta ou Lua ou qualquer outro corpo celeste, é preciso muito pouco para escapar do 'abraço gravitacional'", explica Gontijo. "Se a velocidade do objeto for aumentada em 41%, ele escapa. Isso é consequência das leis da física e já era um fato bem conhecido durante a corrida espacial. Então não era tão difícil assim fazer foguetes potentes o suficiente para escapar da órbita terrestre."

Outro problema era fazer os cálculos para "acertar" o satélite natural terrestre, considerando os movimentos do planeta, da Lua e, claro, a velocidade do foguete. Missões não tripuladas anteriormente não haviam conseguido, mas como ressalta o brasileiro, mais uma vez erros iniciais comprovam a veracidade dos acertos. No caso dos americanos, o laboratório incumbido de realizar os cálculos precisou de sete tentativas em três anos - do programa Ranger - para finalmente atingir o alvo desejado de maneira satisfatória, em 31 de julho de 1964, com a sonda que tirou as primeiras fotos da Lua antes de cair no satélite natural da Terra.

Toda essa história de erros e acertos são argumentos, na visão do cientista brasileiro, para defender de modo sincero e paciente as acusações de fraude da corrida espacial. Até porque, se fosse para fingir, seria melhor reduzir ao máximo as alegadas missões, até para diminuir o número de pessoas envolvidas na suposta farsa.


Evidências comprovadas em outras missões

Há ainda o fato de que missões espaciais encontraram resquícios de missões anteriores - e os registraram. Quatro meses depois da Apollo 11, a Apollo 12 alunissou a 50 metros de distância da Surveyor 3, sonda não-tripulada lançada em 1967. Os astronautas recolheram a câmera e a pá de coleta de solo do equipamento desativado e as trouxeram de volta para a Terra - estão expostas no Museu Aeroespacial de Washington.

Outro exemplo é o ponto em que a Apollo 17 desceu, em 1972. Em 2008, a sonda japonesa Kaguya fotografou marcas dessa missão americana, a última pisada humana na Lua.


Créditos: BBC Brasil
Imagens: NASA

Em 1864, perto do fim da Guerra Civil dos Estados Unidos, as condições nos campos de prisioneiros dos Estados Confederados estavam péssimas. A superlotação era extrema e as taxas de morte dispararam.


Para aqueles que sobreviveram, as experiências angustiantes marcaram muitos por toda a vida. Eles retornaram à sociedade com problemas de saúde, piores perspectivas de emprego e menor expectativa de vida.

Mas o impacto destas situações não acabou com aqueles que as vivenciaram. Também tiveram efeitos sobre os filhos e netos dos prisioneiros, que pareciam ter sido herdados pela linhagem masculina das famílias.

Embora os filhos e netos não tivessem sofrido as dificuldades dos campos de prisioneiros de guerra - e sua infância tivesse sido boa -, eles apresentaram taxas mais altas de mortalidade do que a população em geral. Parecia que os prisioneiros haviam tinham transmitido algum elemento de seu trauma para seus filhos.

Mas, ao contrário da maioria das condições herdadas, isso não foi causado por mutações no próprio código genético. Em vez disso, os pesquisadores estavam investigando um tipo de herança muito mais obscuro: como os eventos na vida de uma pessoa podem mudar a forma como seu DNA se expressa e como essa mudança pode ser passada para a geração seguinte.

Este é o processo da epigenética, em que a expressão dos genes é modificada sem alterar o próprio DNA. Pequenas marcas químicas são adicionadas ou removidas de nosso código genético em resposta a mudanças no ambiente em que estamos vivendo.

Essas marcas ativam ou desativam os genes, oferecendo uma maneira de se adaptar às mudanças de condições sem impor uma mudança mais permanente no genoma.

Mas se essas mudanças epigenéticas adquiridas durante a vida pudessem ser transmitidas às gerações futuras, as implicações seriam enormes. Suas experiências durante a sua vida - particularmente as traumáticas - teriam um impacto real em sua família durante as próximas gerações. Há um número crescente de estudos que sustentam esta ideia.

Genética ou epigenética?

Para os prisioneiros nos campos dos Estados Confederados, essas mudanças epigenéticas foram resultado de superlotação extrema, falta de saneamento e desnutrição. Os homens tinham de sobreviver com pequenas rações de milho, e muitos morreram de diarreia e escorbuto.


"Houve um período de fome intensa", diz Dora Costa, economista da Universidade da Califórnia, em Los Angeles. "Os homens foram reduzidos a esqueletos ambulantes."

Costa e seus colegas estudaram os registros de saúde de quase 4,6 mil crianças cujos pais eram prisioneiros, comparando-os com os de pouco mais de 15,3 mil filhos de veteranos de guerra que não haviam sido capturados.

Os filhos de prisioneiros tiveram uma taxa de mortalidade 11% maior que os filhos de outros veteranos. Outros fatores, como o status socioeconômico do pai, o trabalho do filho e seu estado civil não poderiam explicar a maior taxa de mortalidade, descobriram os pesquisadores.

Esta maior mortalidade foi principalmente devido a taxas mais elevadas de hemorragia cerebral. Os filhos de prisioneiros também tinham uma probabilidade maior de morrer de câncer. Mas as filhas de prisioneiros pareciam ser imunes a esses efeitos.

Esse padrão incomum por sexo foi uma das razões que levaram Costa a suspeitar que essas diferenças de saúde fossem causadas por mudanças epigenéticas. Mas, primeiro, ela e sua equipe tiveram de descartar que isso fosse um efeito genético.

"O que pode ter acontecido é que um traço genético que permitia ao pai sobreviver ao campo de prisioneiros, uma tendência à obesidade, por exemplo, era ruim em tempos normais", diz Costa. "No entanto, se você olhar dentro das famílias, havia apenas efeitos entre os filhos nascidos depois, mas não antes da guerra."

Se fosse um traço genético, as crianças nascidas antes e depois da guerra teriam a mesma probabilidade de ter uma expectativa de vida reduzida. Com uma causa genética descartada, a explicação mais plausível foi um efeito epigenético. "A hipótese é que há um efeito epigenético no cromossomo Y", diz Costa.

Este efeito é consistente com estudos em vilarejos remotos da Suécia, onde a escassez de oferta de alimentos teve um efeito geracional na linhagem masculina, mas não na feminina.

Mas e se esse maior risco de morte fosse devido a um legado do trauma do pai que não tivesse nada a ver com o DNA? E se os pais traumatizados fossem mais propensos a cometer violência com seus filhos, levando a consequências para a saúde a longo prazo, com os filhos sofrendo mais disso do que as filhas?

Mais uma vez, comparar a saúde das crianças dentro das famílias ajudou a descartar esta hipótese. Crianças nascidas de homens antes de se tornarem prisioneiros não tiveram um aumento na mortalidade. Mas os filhos dos mesmos homens nascidos após a experiência no campo de prisioneiros, sim.

Acredita-se que guerras, episódios de fomes e genocídios tenham deixado uma marca epigenética nos descendentes daqueles que os sofreram.


Alguns estudos se mostraram mais controversos que outros. Uma pesquisa de 2015 da Escola de Medicina do Hospital Mount Sinai, nos Estados Unidos, descobriu que os filhos de sobreviventes do Holocausto tinham alterações epigenéticas em um gene que estava ligado aos seus níveis de cortisol, um hormônio envolvido na resposta ao estresse.

"A ideia de que há um sinal epigenético em descendentes de sobreviventes de traumas pode significar muitas coisas", diz Rachel Yehuda, coautora do estudo. "É interessante que isso esteja lá."

O estudo foi pequeno, com apenas 32 sobreviventes do Holocausto e 22 de seus filhos, e um pequeno grupo de controle. Pesquisadores criticaram as conclusões do estudo. Sem olhar para várias gerações e pesquisar mais amplamente o genoma, não se pode ter certeza de que é realmente uma herança epigenética.

Yehuda reconhece isso e diz que estudos maiores para avaliar várias gerações seriam necessários para se ter conclusões mais sólidas.

"Foi um único pequeno estudo, com um corte transversal de adultos, muitos anos após o trauma parental. Mas o fato de termos um indício foi importante", diz Yehuda. "Agora, a questão é: como entender o mecanismo do que está acontecendo?"

Experimentos com camundongos permitiram que pesquisadores investigassem esta questão. Um estudo de 2013 descobriu que havia um efeito intergeracional do trauma associado ao aroma.

Pesquisadores da Universidade Emory, nos Estados Unidos, borrifaram acetofenona - um composto orgânico que tem cheiro de flor de cerejeira - através das gaiolas de ratos machos adultos, enquanto disparavam uma corrente elétrica em suas patas. Após várias repetições, os ratos passaram a associar o aroma da flor de cerejeira à dor.

Pouco depois, esses machos procriaram. Quando seus filhotes sentiram o cheiro de flor de cerejeira, ficaram mais agitados e nervosos do que filhotes cujos pais não tinham sido condicionados a temê-lo.

Para descartar que os filhotes estavam de alguma forma aprendendo sobre o cheiro com seus pais, eles foram criados por camundongos com os quais não tinham parentesco e que nunca haviam sentido o cheiro de flor de cerejeira.

Os netos dos machos traumatizados também demonstraram ter maior sensibilidade ao aroma. Nenhuma das gerações exibiu maior sensibilidade a outros odores além da flor de cerejeira, indicando que a herança era específica para esse aroma.

Essa sensibilidade ao cheiro da flor de cerejeira estava ligada às modificações epigenéticas no DNA de seu esperma. Marcadores químicos foram encontrados em um gene que codifica um receptor de olfato, expresso no bulbo olfativo entre o nariz e o cérebro, e que está envolvido na detecção do aroma da flor de cerejeira.

Quando a equipe dissecou os cérebros dos filhotes, descobriram que havia um número maior de neurônios que detectavam o aroma da flor de cerejeira, em comparação com os ratos do grupo de controle.

A segunda e a terceira gerações pareciam não ter medo do perfume em si, mas sim de uma sensibilidade aumentada para ele. A descoberta traz à luz uma sutileza muitas vezes perdida sobre a herança epigenética - que a próxima geração nem sempre exibe exatamente o mesmo traço que seus pais desenvolveram.

Não é que o medo esteja sendo transmitido por gerações - é que o medo de um perfume em uma geração leva à sensibilidade ao mesmo perfume na próxima.

"Então, isso não é a mesma coisa", diz Brian Dias, autor do estudo. Até mesmo o termo "herança" deve ser explicado aqui, acrescenta ele. "Esta palavra sugere que tem de ser uma representação fiel de uma característica que é transmitida."

Como isso pode mudar a forma como vivemos

As consequências de transmitir os efeitos de um trauma podem ser enormes, mesmo que haja alterações sutis entre as gerações. Isso mudaria a forma como vemos nossas vidas no contexto da experiência de nossos pais, influenciando nossa fisiologia e até mesmo nossa saúde mental.


E saber que as consequências de nossas próprias ações e experiências podem afetar a vida de nossos filhos - mesmo antes que pudessem ser concebidos - pode mudar como escolhemos viver.

Mas há um grande obstáculo com a pesquisa sobre a herança epigenética: ninguém sabe ao certo como isso acontece. Alguns cientistas pensam que, na verdade, é um evento muito raro.

Uma das razões pela qual isso pode não ser comum é que a maior parte de um tipo de marca epigenética no DNA - a adição de um aglomerado de substâncias químicas conhecidas como metilação - é zerada desde o início da vida, e o processo de adição destes compostos químicos ao DNA começam quase do zero.

"Assim que o espermatozóide entra no óvulo em um mamífero, há uma rápida perda de metilação do DNA do conjunto paterno de cromossomos", diz Anne Ferguson-Smith, pesquisadora que estuda epigenética na Universidade de Cambridge, na Inglaterra.

"Por isso, a herança epigenética transgeracional é uma surpresa. É muito difícil imaginar como você poderia ter uma herança epigenética quando há um processo de remoção de todas as marcas epigenéticas e a criação de novas na geração seguinte."

Existem, no entanto, partes do genoma que não são zeradas. Um processo protege a metilação em pontos específicos do genoma. Mas esses locais não são aqueles onde as mudanças epigenéticas relevantes para o trauma são encontradas.

A ciência da herança epigenética sobre os efeitos do trauma ainda é jovem, o que significa que ainda está gerando um debate acalorado. Para Yehuda, que fez um trabalho pioneiro sobre transtorno de estresse pós-traumático (EPT) na década de 1990, isso vem com uma sensação de déjà vu.

"Onde estamos hoje com a epigenética se parece com quando começamos a fazer pesquisas sobre EPT", diz ela. "Foi um diagnóstico controverso. Nem todos acreditavam que poderia haver um efeito a longo prazo do trauma."

Quase 30 anos depois, o transtorno do estresse pós-traumático é uma condição médica amplamente aceita que explica por que o legado do trauma pode se estender por décadas na vida de uma pessoa.

Mas, se um trauma puder ser transmitido entre gerações de seres humanos da mesma forma que parece ocorrer com camundongos, não devemos pensar que esta herança é inevitável, diz Dias.

Usando seus experimentos de flor de cerejeira em camundongos, ele testou o que aconteceria se os machos que temiam o cheiro fossem, depois, insensíveis ao cheiro. Os ratos foram repetidamente expostos ao aroma sem receber um choque.

"O rato não esqueceu, mas uma nova associação foi formada quando o aroma não foi mais ligado ao choque na pata", diz Dias.

Ao analisar o esperma, notou que foi perdida a assinatura epigenética "temerosa" característica após o processo de dessensibilização. Os filhotes desses ratos também não demonstraram mais a sensibilidade aumentada ao aroma. Então, se um rato "desaprende" a associação entre um perfume e a dor, a próxima geração pode escapar destes efeitos.

Isso também sugere que, se os seres humanos herdam um trauma de forma semelhante, o efeito em nosso DNA pode ser desfeito usando técnicas como a terapia comportamental cognitiva.

Fonte: BBC/Brasil
Leia a versão original em inglês: BBC Future

Tags: família, genética, pais, filhos, crianças, adultos, saúde, ciência, mental, cérebro, trauma, mente, humano

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